O Ministério do Salvador e Nós

    Mensagem da Liderança da Área

    Elder Massimo de Feo, Itália
    Elder Massimo de Feo, Itália Primeiro Conselheiro, Presidência da Área da Europa

    Na época Natalícia, celebramos o nascimento do Salvador, pensamos Nele, adoramo-Lo e refletimos sobre o que Ele fez por nós. Depois, quando chega a Páscoa, lembramo-nos Dele novamente, sentimos gratidão eterna pela Sua Expiação e celebramos, com alegria e reverência, a Sua ressurreição.

    Quando pensamos nos eventos únicos da vida do Salvador, como é que podemos concentrar-nos mais profundamente no que aconteceu entre os eventos sagrados do Seu nascimento e morte? Como é que podemos celebrar a vida Dele, dia após dia, para além de celebrar unicamente os eventos que caracterizaram o início e o fim da Sua sagrada missão terrena?

    No sermão aos nefitas, Ele ensinou: “… sabeis o que deveis fazer…; pois as obras que me vistes fazer, essas também fareis…”[1]

    A única forma de, verdadeiramente, celebrar Cristo é segui-Lo no ministério, dia após dia, e não apenas no Natal ou na Páscoa.

    À medida que aprendo mais sobre o ministério do Salvador e tento imitá-lo, descubro que os três elementos mais importantes do Seu ministério são: como Ele amou; como Ele serviu; e como Ele suportou.

    Amar os outros é o começo do nosso ministério, tal como foi o começo do ministério do Salvador. Ele veio porque nos amava e amava o Pai, mais do que a si mesmo. Portanto, mostramos o nosso amor pelo Salvador e celebramos o ministério Dele quando ministramos a todos os filhos de Deus com amor, não porque recebemos uma designação como “irmãs e irmãos ministradores”, mas porque amamos sinceramente os outros tal como Ele amou. Não ministramos por designação, mas sim por amor.

    Servir no reino é um elemento crucial do nosso ministério para estabelecer a Igreja, administrar as ordenanças do evangelho e permitir que todos os filhos de Deus regressem a Ele. O Salvador serviu, incansavelmente, no reino que Ele organizou, através da autoridade do sacerdócio, demonstrando a importância de servir na igreja. Servir é o centro do nosso ministério, tal como era o cerne do ministério do Salvador. Ele começou com a ordenança do batismo para cumprir o convénio através da autoridade apropriada e, em seguida, chamou os Seus discípulos ao ministério para servirem, incansavelmente, até ao fim, no estabelecimento do reino de Deus na Terra.

    Perseverar até ao fim é o elemento do nosso ministério que, em última instância, demonstra a nossa verdadeira fé. O Senhor nunca desistiu, nunca parou e nunca se retirou nem se recusou a servir. É claro que, até o Salvador, teve os seus “momentos” onde se sentiu sozinho, ou abandonado, por todos os que o rodeavam. Foi tentado mas resistiu. Tornou-se impopular, foi ridicularizado e insultado, mas nunca parou de se concentrar na Sua missão eterna e nunca pediu para ser desobrigado da Sua sagrada designação. Ele deu ao Pai o verdadeiro sinal da Sua fé, perseverando até ao fim. Só nessa altura é que Ele disse: “Está consumado...”[2]

    Como é que podemos demonstrar a nossa fé quando formos tentados, estivermos cansados ​​ou formos ridicularizados? Quando as influências do mundo abalarem a nossa vida, quando nos confrontarmos com as tempestades das doenças, ou com dificuldades emocionais ou temporais, será que a nossa fé manter-nos-á fortes? Será que vamos perseverar como o Salvador?

    O Presidente Russell M. Nelson disse: “Um compromisso de perseverar até ao fim significa que não pediremos a desobrigação dum chamado para servir. Significa que vamos perseverar na tentativa de alcançar um objetivo digno. Significa que nunca, nunca, desistiremos dum ente querido que se tenha desviado. E significa que cuidaremos sempre dos nossos relacionamentos eternos, apesar dos dias difíceis de doença, invalidez ou morte”.[3]

    À medida que tentarmos imitar o ministério do Salvador, encontraremos poder para a nossa vida. À medida que amarmos, servirmos e suportarmos como Ele fez, atrairemos o poder do próprio Salvador para a nossa vida.

    Ao ministrarmos como Ele fez, o Seu nascimento, morte e ressurreição tornar-se-ão mais significativos para nós. Chegaremos à conclusão que o Natal e a Páscoa não são comemorações de um dia, mas sim uma celebração diária da vida do Salvador.

    Para nós, cada dia será como um novo nascimento espiritual, até mesmo uma nova ressurreição espiritual, onde o nosso “homem natural” morre para nascer e viver, novamente, em Cristo.

    Que celebremos o Natal seguindo-O no Seu ministério sagrado, para que nos tornemos cada vez mais como Ele, todos os dias da nossa vida, um dia de cada vez.

     


    [1] 3 Néfi 27:21

    [2] João 19:30

    [3] Russel M. Nelson – Gratitude for the Mission and Ministry of Jesus Christ (Gratidão pela Missão e Ministério de Jesus Cristo)– Devocional da BYU, 18 de agosto de 1998