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Mensagem da Liderança da Área

Noite Familiar

Elder Joaquim Moreira
Elder Joaquim J. Moreira Setenta de Área

Devido ao amor que sinto pela minha família, sempre me esforcei por ser um bom exemplo, por explicar, persuadir, demonstrar, orar, jejuar, brincar, corrigir e ser corrigido, bem como por realizar as ordenanças de salvação pela minha família e seguir, o mais possível, o exemplo do Salvador Jesus Cristo no modo como Ele serviu os Seus filhos

“E também, se em Sião ou em qualquer de suas estacas organizadas houver pais que, tendo filhos, não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do dom do Espírito Santo pela imposição das mãos, quando tiverem oito anos, sobre a cabeça dos pais seja o pecado.”1

“…[S]eguindo o exemplo de nosso Salvador, conforme o que ele nos ordenou, tudo estará bem convosco no dia do juízo. Ámen.”2

Jesus Cristo foi um exemplo em todas as coisas, no batismo, na oração, na forma de julgar, na sabedoria, compaixão, perdão, humildade, obediência, misericórdia, benignidade e persuasão.

Uma das ferramentas que temos na Igreja e que nos ajuda a fortalecer, unir, traçar planos e metas, a orar, a responder às perguntas doutrinárias e a viver momentos de alegria em família, é a noite familiar, onde podemos demonstrar o exemplo de Jesus Cristo.

Conforme é citado no Manual para Professores e Líderes dos Seminários e Institutos de Religião Ensinar e Aprender o Evangelho: “Ele as amou, orou por elas e as serviu continuamente. Ele encontrou oportunidades de estar com elas e de expressar o Seu amor. Ele conhecia os seus interesses, esperanças e desejos, bem como o que acontecia nas suas vidas.

Família reunida
“O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos.'

Ele conhecia-as e sabia no que poderiam tornar-se.  Ele encontrou formas específicas de as ajudar a aprender e a crescer — específicas para cada pessoa (membro da família). Quando passavam por dificuldades, Ele não desistia delas, mas continuava a amá-las e a ministrar-lhes.

Na Sua preparação...   Ele procurava a orientação do Pai Celestial.”3

Às vezes, o maior desafio é o desejo de querer ter uma noite familiar perfeita. Recordo-me das dificuldades que, por vezes tínhamos em coordenar o dia da semana certo e em definir o horário certo em meio às responsabilidades escolares das crianças, mas com equilíbrio e sabedoria encontrávamos sempre uma solução para os nossos desafios.

Recordo-me, ainda, que muitas das nossas melhores reuniões familiares eram aquelas em que convidávamos os missionários a trazerem os seus pesquisadores à nossa casa antes do batismo, para que eles vissem como se realizava uma noite familiar numa família Mórmon e também para ajudar a ensinar-lhes o evangelho. Eram sempre momentos repletos de espiritualidade que os nossos filhos adoravam.

Conforme citado em A Família - Proclamação ao Mundo: “O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos.  “Os filhos são herança do Senhor” (Salmos 127:3). Os pais têm o sagrado dever de criar os filhos com amor e retidão, atender a suas necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a amar e servir uns aos outros, guardar os mandamentos de Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que morem. O marido e a mulher—o pai e a mãe—serão considerados responsáveis perante Deus pelo cumprimento dessas obrigações.”4

Outra preocupação que tínhamos, na noite familiar, era a de ensinar autossuficiência à nossa família. Fomos sempre transparentes com os nossos filhos e decidíamos sempre em conjunto o tipo de vida que podíamos ter e o modo como o poderíamos alcançar. Outra motivação familiar era ensinar a importância do nosso nome de família, de deixarmos um legado familiar e, para isso, considerávamos que “O plano divino de felicidade permite que os relacionamentos familiares sejam perpetuados para além da morte.”5

Aprendíamos sobre o plano de salvação, como ter uma perspetiva eterna das coisas, apercebendo-nos que “A doutrina verdadeira, quando compreendida, muda as atitudes e o comportamento.”6 Com o propósito certo, viajávamos até ao templo para realizar as ordenanças pelos nossos antepassados e isso fazia-nos sempre sentir uma ligação eterna com cada um deles.

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1Doutrina & Convénios 68:25

2Mórmon 7:10

3Ensinar e Aprender o Evangelho, p, V – Manual para Professores e Líderes dos Seminários e Institutos de Religião

4A Família - Proclamação ao Mundo, parágrafo 6

5A Família - Proclamação ao Mundo, parágrafo 3

6Boyd K. Packer, “Criancinhas”, A Liahona, Jan. 1986, 17.