Conferência do Ramo de Viana do Castelo: Uma Manhã Maravilhosa

    Conferência do Ramo de Viana do Castelo: Uma Manhã Maravilhosa
    Susana Neiva, Ramo de Viana do Castelo, Estaca do Porto Norte

    As conferências gerais, de ramo ou unidade têm algo de especial. Sabemos que são momentos de receber instrução e de sermos fortalecidos. Na manhã de 1 de março realizou-se a conferência do ramo de Viana do Castelo, que podemos caraterizar como maravilhosa, tivemos o privilégio de ouvir falar sobre como fazer do nosso lar um refúgio do mundo, sobre a importância da família como suporte estruturante de todo o nosso percurso e pessoa, sobre o valor da família enquanto um todo em que estamos incluídos, mas também da nossa importância enquanto indivíduos capazes de influenciar o todo. Fomos relembrados da necessidade de dedicar tempo de qualidade a cuidar de cada um dos seus elementos.

    Fomos alertados para a importância de sermos fiéis. Ao contrário dos pioneiros não temos que atravessar a pé planícies geladas e abandonar todos os nossos pertences para provar a nossa fidelidade, mas o grande desafio é perseverar na bonança. Nestes momentos de grande prosperidade nações caíram, como o demonstra o Livro de Mórmon, porque vamos deixando de ser fiéis nas coisas básicas de todos os dias que parecem não ter especial relevância, mas que determinam o nosso acesso à luz e verdade e estão presentes em cada escolha que fazemos, a cada momento dos nossos dias, como orar, ler as escrituras, ser honesto, ser bondoso, servir, etc.
    Tivemos ainda o privilégio de ouvir falar sobre como nos tornarmos verdadeiros discípulos do Salvador, e a influência de sermos mansos e humildes de coração. Num mundo que valoriza a força bruta e a agressividade pode parecer sinónimo de fraqueza e é contrário aquilo que culturalmente fomos ensinados, no entanto estas são as características que nos permitem tornar verdadeiros discípulos de Cristo. Assemelhamo-nos a ele quando nos vencemos a nós próprios, como lemos nas escrituras “Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade”.


    Terminamos a nossa reunião sendo lembrados de três pontos fundamentais para o nosso progresso espiritual e temporal, o primeiro – ter pelo menos um amigo, todos precisamos de ter um amigo na igreja. O segundo ponto referia-se à nossa responsabilidade de sermos autossuficientes quer espiritual, quer materialmente. É literalmente verdade que não podemos andar com a luz dos outros, como tão bem ilustra a parábola das 10 virgens. O último ponto referia-se à nossa responsabilidade com nossos antepassados; que maior privilégio voltar-nos para nossos antepassados, pessoas a quem devemos a nossa vida e história e que aguardam a sua oportunidade de progresso mas que dependem de nós.

    Foi realmente uma manhã maravilhosa, e como referiu uma jovem, nas conferências ouvimos as respostas individuais que buscamos, por isso por vezes parece que assistimos a conferências diferentes, no entanto esse fato só reforça a veracidade deste Evangelho e o amor profundo que o Pai Celestial e o Salvador sentem por nós, aumentando o sentimento de gratidão por termos líderes inspirados que seguem os sussurros de Espírito e nos permitem usufruir de momentos tão espiritualmente edificantes.