Notícias do Mundo - 19. Fevereiro 2010

Por: Relações Públicas

A Igreja lança um programa ambicioso de disponibilização de kits de alojamento para os membros no Haiti

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está a lançar um programa ambicioso de disponibilização de mais de 600 kits de alojamento para os membros no Haiti, antes da estação das chuvas, em Abril. Continuam também os esforços de ajuda e socorro médicos aos feridos e deslocados.

Exemplo de montagem dos kits de alojamento para os membros do Haiti

Cidade do Lago Salgado, 12 de Fevereiro - A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está a lançar um programa ambicioso de disponibilização de mais de 600 kits de alojamento para os membros da Igreja no Haiti, antes de chegada da estação das chuvas, prevista para o mês de Abril. Cada kit inclui madeira (painéis e vigas), chapas de zinco ondulado (para o tecto), cimento e ferragens especiais, resistentes a furacões.

O objectivo é fazer com que as famílias possam voltar a habitar os locais onde viviam antes do terramoto, limpando o entulho e destroços através de projectos de serviço organizados. Assim que os terrenos estiverem limpos, tendas e abrigos temporários serão montados. Este é um processo no qual a Igreja se empenha seriamente para poder restaurar a normalidade e a promover a auto-suficiência.

“O princípio do bem-estar deve surgir naturalmente, quando ajudamos os outros a ajudarem-se a si mesmos” afirmou Berthony Theodore, um experimentado líder local da Igreja no Haiti.

Os assistentes do programa de bem-estar da Igreja têm ajudado os lideres locais da Igreja no estabelecimento de stock e de bens de primeira necessidade, como feijões, arroz e leite. Os pedidos são feitos através da liderança local. As entregas destes bens são feitas em nove capelas da Igreja, que têm vindo a ser usadas como abrigos para os deslocados do terramoto.

AS CAPELAS DA IGREJA SUD NO HAITI: LOCAIS DE SEGURANÇA E PAZ

Centenas de famílias continuam a buscar abrigo nas nove capelas da Igreja à volta de Port-au-Prince, quatro semanas após o abalo. As capelas passaram a ser conhecidas como portos seguros, de paz e tranquilidade para os que nelas se alojam.

A Igreja providenciou mais de 1.500 tendas para os que perderam as suas casas e muitas dessas pessoas agora vivem à volta das capelas. “Um vizinho contou-me sobre este lugar e convidou-me a vir com ele”, disse Cazy Lenlingy, de 16 anos de idade. “Sou muito feliz por estar aqui. Todos têm sido gentis e têm-me tratado bem, graças a Deus”.


Pessoas abrigados nas propriedades da Igreja, no Haiti

Mais de 7 mil pessoas abrigaram-se nas capelas e edifícios da Igreja e mais de dois terços deste número não são sequer membros.

AJUDA MÉDICA

A Igreja apoiou várias equipas de médicos a administrarem os cuidados de saúde necessários para as muitas pessoas feridas no terramoto.

“Eu não consegui ficar sentado no meu sofá a observar o que estava a acontecer, como se isso fosse tudo o que eu pudesse fazer”, disse o Dr. John Matheson de Kennewick, Washington, numa voz embargada pela emoção.

Médicos voluntários dos Estados Unidos trabalharam lado a lado com o pediatra haitiano Gislaine St. Louis, um membro da Igreja. “Depois do terramoto, fechei a minha clínica privado e devotei o meu tempo a ajudar as crianças nestas áreas”, afirmou o Dr St. Louis. “Eu amo as crianças e quero que tudo de bom lhes aconteça”.

Quando o Dr St. Louis e os seus colegas médicos começaram a visitar os feridos nas várias capelas da Igreja, essa informação começou a ser passada oralmente por toda a comunidade e dúzias de pacientes começaram a apinhar-se para serem socorridos e ajudados. Os médicos asseguraram-se que as feridas que tinham sido tratadas logo a seguir ao terramoto estavam a curar bem e que estavam livres de infecções que podem vir a ser fatais.


Médicos socorrendo os feridos, numa capela da Igreja

“O que me tocou mais profundamente é ter vistos as pessoas a congregarem-se à volta da Igreja e ver como a Igreja rapidamente se organizou após o desastre e começou a ajudar as pessoas”, disse o Dr. St. Louis.

Mesmo no meio do caos, floresce a esperança. Os médicos disseram que no próprio dia em que chegaram tiveram logo a sua primeira emergência. “Notei que uma mulher estava a respirar profundamente e que estava a ter contracções”, afirmou o Dr. Rodney Anderson, de Vernal, Utah. Se alguém percebe de bebés é Rodney Anderson. Ao longo da sua carreira ajudou a dar à luz a mais de 4 mil bebés. “Eu esperava ter que ajudar em partos, enquanto estivesse por lá. Só não pensei que fosse tão cedo”, disse. O Dr. Rodney e outros dois médicos colocaram a mulher sobre uma mesa de pingue-pongue e realizaram o parto de um franzino mas saudável rapaz.

A mãe da criança, Noiselia, disse que ela e os seus quatro filhos entraram em pânico com o terramoto e que correram pelas ruas sem que ninguém lhes pudesse valer. “Não somos membros desta Igreja”, afirmou. Ela viu outras pessoas a dirigirem-se para uma capela SUD e decidiu segui-las. “Quando aqui cheguei ficou muito feliz por causa da segurança que sinto neste local”, recorda. “Sou muito grata pelas pessoas que nos receberam aqui e por todos os que estão a realizar este grande trabalho”.

PLANOS FUTUROS

Equipas locais de ajuda no terreno, em Port-au-Prince, continuam a avaliar a situação e a coordenar o socorro e a ajuda com outras organizações não governamentais e agências oficiais. Enquanto se faz esta avaliação, acredita-se que os próximos passos serão o de apoiar esforços de assistência a desempregados, continuar a construção de abrigos e refúgios temporários e aumentar o trabalho de ajuda em cooperação com outras entidades presentes no Haiti.